Youtube e Internet – Ferramentas, não substitutos.

jan 5 '10

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Youtube e Internet – Ferramentas, não substitutos.

A tecnologia da informação e seus constantes avanços nos últimos anos têm, cada vez mais, propiciado às pessoas oportunidadese possibilidades no campo da pesquisa e do conhecimento, antes nunca imaginadas.

Máquinas digitais e celulares de nova geração, com preços acessíveis a qualquer pessoa, aliados aos recursos da internet, tornam possíveis não só o registro em foto, vídeo e áudio, como a propagação indiscriminada de todo e qualquer tipo de informação que se queira, tornando-a acessível a todos.

Isso é muito bom e, sem dúvida, uma das grandes conquistas da nossa sociedade. O problema é que junto com as facilidades, a tecnologia também torna as pessoas preguiçosas e burras. Alguém, por exemplo, que precise de uma calculadora para uma operação simples de soma ou subtração, está se permitindo atrofiar o cérebro.

No caso específico da internet e do YouTube, o tema deste artigo, encará-los como valiosas ferramentas de pesquisa, estudo e referência é algo positivo. Devemos mesmo aproveitá-las, assim como a outros recursos de mídia que nos facilitem de alguma forma, seja o aprendizado, a compreensão ou mesmo a memorização de informações. Mas achar que podem substituir o papel do professor, do mestre, do companheiro de aula ou do parceiro de baile, é de uma ingenuidade assustadora e que revela o quão pode se tornar limitado o ser humano que se deixa deslumbrar pelos recursos tecnológicos e se esquece que tecnologia nenhuma no mundo chegou perto da riqueza, complexidade, beleza e intensidade do contato humano.

O próprio Congresso Mundial de Salsa do Brasil, conhecido mundialmente como Brazil Salsa Congress, é tido por muitos, especialmente estrangeiros, como o maior e mais empolgante evento de salsa e ritmos latinos do mundo exatamente por causa disso: pela incomparável e indescritível energia presente durante todo o evento nos salões de baile, salas de aula e palcos de shows, e a insubstituível vibração das pessoas: professores, dançarinos, alunos e dos amigos novos que se formam, ou antigos que se reencontram.

Olhar nos olhos nunca vai ser o mesmo que olhar na tela do computador. Conversar ao vivo, sentir o toque, do aperto de mão ou do abraço de baile, nunca vai ser o mesmo que estar sentado diante de uma imagem de monitor. “Participar” nunca vai ser o mesmo que “assistir”. Não entender isso revela mediocridade. E, mais grave ainda, propagar o contrário é despreparo e ignorância.

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